8. MUROS INVISÍVEIS, CORTINAS
Morre-se a cada segundo
Em cada gota de riso
Em cada punhal arremessado
Em cada rubor maligno
Em cada tentativa rapínica
Em cada anulação de nós
Morre-se em cada inquietude
Em cada dor que sente o desamor
Morre-se em tudo
Pelo nada de todos
Morro por ti
Da cada morte
Nasço-me Vívida.
Vida ímpar
Sofrida, ferida
Repleta de máculas abrangentes
Diretiva a delinear
Um átomo da felicidade
Que nos mereça.
9. TÓPICO
Sempre que sempre
ou
Quase sempre
Contemplo o firmamento
e
O que percebo são estatísticas
cintilantes
Na tentativa falha de clarear
O negro vazio.
M.
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